Dra. Juliana Ominelli

Como começa o diagnóstico do câncer de mama?

Como começa o diagnóstico do câncer de mama?

O diagnóstico do câncer de mama costuma começar de forma silenciosa. Em muitos casos, não há dor nem sintomas evidentes, e a doença é identificada durante exames de rotina. Em outros, a investigação começa após a paciente perceber alguma alteração na mama.

Entender como esse processo funciona ajuda a reduzir a ansiedade, esclarecer dúvidas e reforçar a importância do diagnóstico precoce, que faz toda a diferença no tratamento e no prognóstico.

A seguir, explico como normalmente se inicia a investigação do câncer de mama e quais exames fazem parte dessa etapa. Boa leitura!

O diagnóstico do câncer de mama começa sempre com sintomas?

Não necessariamente. Grande parte dos casos de câncer de mama é identificada em mulheres assintomáticas, durante exames de rastreamento, especialmente a mamografia.

Quando existem sinais, os mais comuns são:

  • nódulo endurecido na mama ou na axila;
  • alterações na pele da mama;
  • retração do mamilo;
  • secreção espontânea pelo mamilo.

Mesmo assim, a ausência de sintomas não exclui a doença, o que reforça a importância dos exames periódicos.

Quais são os exames envolvidos no processo?

Quais são os exames envolvidos no processo?

Confira a seguir!

Mamografia

A mamografia é o exame mais importante para o rastreamento e a detecção precoce do câncer de mama.

Ela permite identificar:

  • nódulos muito pequenos;
  • microcalcificações;
  • alterações ainda não palpáveis.

É justamente por isso que a mamografia consegue detectar tumores em fases iniciais, muitas vezes antes de qualquer sinal clínico.

Ultrassonografia das mamas

A ultrassonografia mamária costuma ser utilizada como exame complementar, especialmente em:

  • mamas densas;
  • mulheres mais jovens;
  • avaliação de achados da mamografia;
  • diferenciação entre nódulos sólidos e cistos.

Ela não substitui a mamografia, mas é uma aliada importante na investigação.

Ressonância magnética da mama

A ressonância magnética das mamas não é um exame de rotina para todas as mulheres. Ela é indicada em situações específicas, como:

  • pacientes com alto risco para câncer de mama;
  • investigação mais detalhada de achados inconclusivos;
  • avaliação da extensão da doença após o diagnóstico;
  • acompanhamento de pacientes com mutações genéticas conhecidas.

Por ser um exame mais sensível, deve ser solicitada de forma criteriosa.

Quando os exames indicam a necessidade de investigação adicional?

Quando os exames indicam a necessidade de investigação adicional?

Quando um exame de imagem identifica uma alteração suspeita, ela é classificada de acordo com o BI-RADS, um sistema que orienta a conduta.

Dependendo da classificação, pode ser indicado:

  • acompanhamento com novos exames;
  • biópsia da lesão;
  • investigação imediata.

Nem toda alteração significa câncer, mas toda alteração suspeita deve ser avaliada com atenção.

A biópsia é sempre necessária?

A biópsia é o exame que confirma o diagnóstico de câncer de mama. Ela é indicada quando os exames de imagem mostram características suspeitas.

Por meio da biópsia, é possível:

  • confirmar se a lesão é benigna ou maligna;
  • identificar o tipo de tumor;
  • realizar análises que influenciam diretamente o tratamento. 

Esse é um passo fundamental para definir a melhor estratégia terapêutica.

O diagnóstico do câncer de mama geralmente começa com exames de imagem, muitas vezes ainda na fase assintomática. Mamografia, ultrassonografia e, em casos específicos, ressonância magnética fazem parte desse processo, que pode culminar na realização de uma biópsia para confirmação.

Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de tratamentos menos agressivos e melhores resultados a longo prazo. Por isso, manter o acompanhamento médico e os exames em dia é essencial. Agende a sua consulta e vamos entender mais sobre o seu caso!