O câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente no Brasil. Ainda assim, muitas pessoas acreditam que ele seja sempre “simples” ou de fácil resolução, o que nem sempre é verdade.
Existem diferentes tipos de câncer de pele, com comportamentos, riscos e tratamentos distintos. Enquanto alguns crescem lentamente e raramente se espalham, outros podem evoluir de forma agressiva se não forem diagnosticados precocemente.
Entender essas diferenças é muito importante para reconhecer sinais de alerta, buscar avaliação médica no momento certo e definir a melhor estratégia de tratamento. Continue a leitura para entender melhor!
Quais são os principais tipos de câncer de pele?
De forma geral, os cânceres de pele são divididos em dois grandes grupos:
- carcinomas (basocelular e espinocelular);
- melanoma.
Cada um deles tem origem em células diferentes da pele e exige uma abordagem específica.
O que é o carcinoma basocelular?

O carcinoma basocelular (CBC) é o tipo mais comum de câncer de pele e, na maioria dos casos, o menos agressivo.
Ele costuma surgir em áreas mais expostas ao sol, como rosto, couro cabeludo, orelhas e pescoço.
Principais características:
- crescimento lento;
- baixíssimo risco de metástase;
- pode se manifestar como ferida que não cicatriza, lesão brilhante ou perolada, pequeno nódulo ou crosta recorrente.
Quando diagnosticado precocemente, o tratamento geralmente é simples e curativo.
O que é o carcinoma espinocelular?
O carcinoma espinocelular (CEC) é o segundo tipo mais frequente de câncer de pele e apresenta um comportamento um pouco mais agressivo do que o basocelular.
Pontos de atenção:
- cresce mais rapidamente;
- pode invadir tecidos mais profundos;
- em alguns casos, pode gerar metástases.
Ele também está associado à exposição solar crônica e pode surgir em cicatrizes antigas, feridas crônicas ou mucosas. Pacientes imunossuprimidos apresentam maior risco de formas mais agressivas.
Melanoma: por que ele exige mais atenção?

O melanoma é menos comum do que os carcinomas, porém é o tipo mais agressivo de câncer de pele.
Ele se origina nos melanócitos, células responsáveis pela pigmentação da pele, e pode surgir tanto em pintas já existentes quanto em novas lesões.
Sinais de alerta mais comuns:
- assimetria;
- bordas irregulares;
- variação de cores;
- crescimento ou mudança ao longo do tempo.
O melanoma pode surgir inclusive em áreas pouco expostas ao sol, como plantas dos pés, unhas, couro cabeludo e mucosas.
O diagnóstico precoce é decisivo para o prognóstico.
Quando devo me preocupar e procurar avaliação médica?

Algumas situações merecem atenção especial:
- lesões que não cicatrizam;
- pintas que mudam de tamanho, cor ou formato;
- feridas que sangram ou doem sem motivo aparente;
- lesões novas que crescem rapidamente.
Nesses casos, a avaliação médica especializada é essencial para definir se há necessidade de biópsia e tratamento.
Embora seja comum falar em “câncer de pele” como se fosse uma única doença, a realidade é que existem tipos diferentes, com riscos e abordagens distintas.
Enquanto os carcinomas costumam ter evolução mais lenta e alto índice de cura, o melanoma exige diagnóstico precoce e acompanhamento rigoroso.
Percebeu alguma lesão suspeita na pele ou recebeu um diagnóstico de câncer de pele? Agende uma consulta para uma avaliação personalizada!
