Dra. Juliana Ominelli

Câncer de pele - Diagnóstico do câncer de pele: biópsia, dermatoscopia e exames complementares

Diagnóstico do câncer de pele: biópsia, dermatoscopia e exames complementares

Receber a suspeita de câncer de pele costuma gerar ansiedade e muitas dúvidas. Entre elas, uma das mais comuns é: como esse diagnóstico é confirmado?

Nem toda lesão suspeita é câncer e, ao mesmo tempo, apenas o exame visual não é suficiente para definir com segurança. O diagnóstico correto é essencial para indicar o tratamento adequado, evitar excessos e garantir melhores resultados.

A seguir, entenda como funciona o processo diagnóstico do câncer de pele e quando cada exame é indicado!

Quais são as etapas do diagnóstico?

Confira a seguir!

Avaliação clínica

O diagnóstico começa sempre com uma consulta médica especializada.
Durante essa avaliação, o médico observa:

  • aparência da lesão (cor, formato, bordas e relevo);
  • localização e tamanho;
  • tempo de surgimento e evolução;
  • presença de sintomas como coceira, dor ou sangramento.

Esse exame inicial já permite identificar se a lesão tem características benignas ou se há necessidade de investigação complementar.

Dermatoscopia

A dermatoscopia é um exame realizado com um aparelho que amplia a imagem da pele e permite visualizar estruturas invisíveis a olho nu.

Ela ajuda a:

  • diferenciar lesões benignas de suspeitas;
  • identificar padrões sugestivos de melanoma ou carcinoma;
  • decidir se a biópsia é necessária.

Importante: a dermatoscopia não substitui a biópsia, mas é uma ferramenta fundamental para orientar a conduta correta.

Biópsia

A biópsia é o único exame capaz de confirmar se uma lesão é câncer de pele.

Ela consiste na retirada total ou parcial da lesão, sob anestesia local, para análise em laboratório especializado.

Tipos de biópsia mais comuns

Elas são:

  • excisional, com a retirada completa da lesão, indicada quando ela é pequena;
  • incisional, com a retirada de apenas um fragmento, usada em lesões maiores;
  • punch ou shaving, técnicas específicas, conforme o caso.

O resultado da biópsia informa:

  • o tipo de câncer (carcinoma ou melanoma);
  • o grau de agressividade;
  • características importantes para o planejamento do tratamento. 

Quando exames complementares são necessários?

Câncer de pele - Quando exames complementares são necessários?

Nem todo câncer de pele exige exames além da biópsia.
Exames de imagem ou testes moleculares costumam ser solicitados apenas em situações específicas, como:

  • melanoma em estágios mais avançados;
  • carcinomas com comportamento agressivo;
  • suspeita de disseminação para linfonodos ou outros órgãos.

Nesses casos, podem ser indicados exames como tomografia, ressonância, PET-CT ou testes genéticos do tumor.

Qual é o papel do oncologista no diagnóstico?

Câncer de pele - Qual é o papel do oncologista no diagnóstico?

O oncologista clínico participa ativamente do processo diagnóstico quando há suspeita ou confirmação de câncer de pele.

Entre suas funções estão:

  • avaliar o resultado da biópsia;
  • solicitar exames para estadiamento, quando indicados;
  • discutir o caso com dermatologista e cirurgião;
  • orientar o paciente sobre as opções de tratamento e seguimento.

Mesmo em lesões pequenas, o acompanhamento oncológico pode trazer mais segurança e clareza ao processo.

O diagnóstico do câncer de pele envolve etapas bem definidas e criteriosas. A avaliação clínica, associada à dermatoscopia e confirmada pela biópsia, garante precisão e evita tratamentos desnecessários.

Tem uma lesão suspeita ou recebeu um diagnóstico recente de câncer de pele e quer entender melhor o seu caso? Agende uma consulta para avaliação completa!