Dra. Juliana Ominelli

Tratamento do câncer de pele

Tratamento do câncer de pele: cirurgia, imunoterapia e terapias modernas

Após o diagnóstico de câncer de pele, uma das primeiras dúvidas que surgem é: qual será o tratamento?

A resposta não é única. O plano terapêutico depende de fatores como o tipo do tumor, o estágio da doença, a localização da lesão e as condições clínicas do paciente. Felizmente, hoje existem opções eficazes, seguras e cada vez mais personalizadas.

A seguir, entenda como funciona o tratamento do câncer de pele e quais são as principais abordagens disponíveis. Boa leitura!

Quais são os principais tratamentos do câncer de pele?

Confira as abordagens mais comuns!

Cirurgia

A cirurgia é o tratamento principal para a maior parte dos cânceres de pele, especialmente:

  • carcinoma basocelular (CBC);
  • carcinoma espinocelular (CEC);
  • melanomas em estágios iniciais.

O objetivo é retirar completamente a lesão, com margem de segurança, garantindo que não restem células tumorais.

Em situações específicas, como lesões no rosto ou em áreas sensíveis, pode ser indicada a cirurgia de Mohs, técnica que preserva o máximo de tecido saudável.

E atenção: quando o tumor é pequeno e diagnosticado precocemente, a cirurgia costuma ser curativa.

Imunoterapia

A imunoterapia revolucionou o tratamento do melanoma e de alguns cânceres de pele mais avançados.

Esses medicamentos estimulam o próprio sistema imunológico a reconhecer e combater as células tumorais.

Quando a imunoterapia é indicada?

  • melanomas em estágios avançados;
  • doença com metástase;
  • como tratamento complementar após a cirurgia, em casos selecionados.

Em muitos pacientes, a resposta é duradoura, com controle da doença por longos períodos.

Terapia-alvo

Em alguns tipos de câncer de pele, especialmente no melanoma, é possível identificar mutações genéticas específicas no tumor, como a mutação BRAF.

Quando essas alterações estão presentes, a terapia-alvo pode ser indicada.

Principais características da terapia-alvo

De modo geral, elas são:

  • atua diretamente na alteração genética do tumor;
  • costuma ter menos efeitos colaterais que a quimioterapia tradicional;
  • pode ser usada isoladamente ou em combinação com imunoterapia.

Esse tipo de tratamento reforça a importância de um diagnóstico bem feito e da análise molecular do tumor.

Radioterapia e outros tratamentos locais

Radioterapia e outros tratamentos locais

A radioterapia pode ser utilizada em situações específicas, como:

  • lesões que não podem ser operadas;
  • tumores localmente avançados;
  • controle de sintomas, como dor ou sangramento.

Além disso, em casos muito iniciais e bem selecionados, podem ser usados tratamentos tópicos ou procedimentos locais menos invasivos.

Câncer de pele em pacientes idosos ou frágeis

Em pacientes idosos ou com múltiplas comorbidades, o tratamento precisa ser individualizado.
Nesses casos, a decisão considera:

  • estado geral de saúde;
  • impacto funcional e estético;
  • riscos e benefícios de cada abordagem;
  • qualidade de vida e objetivos do paciente.

Nem todo câncer de pele exige tratamento agressivo imediato. O cuidado deve ser sempre proporcional e humanizado.

Câncer de pele em pacientes idosos ou frágeis

Qual é o papel do oncologista no tratamento?

Mesmo quando o tratamento principal é cirúrgico, o oncologista clínico tem papel central no cuidado:

  • avalia o estágio da doença;
  • indica exames complementares ou testes moleculares;
  • define a necessidade de tratamentos adicionais;
  • coordena o seguimento a longo prazo;
  • oferece suporte ao paciente e à família.

O tratamento do câncer de pele é sempre multidisciplinar e centrado na pessoa.

O tratamento do câncer de pele evoluiu muito nos últimos anos. Hoje, é possível tratar desde lesões iniciais com procedimentos simples até casos mais complexos com terapias modernas e eficazes.

Recebeu o diagnóstico de câncer de pele ou tem dúvidas sobre o melhor tratamento para o seu caso? Agende uma consulta e vamos, juntos, entender mais sobre o seu caso!