Após o diagnóstico de câncer de pele, muitos pacientes iniciam o cuidado com o dermatologista e isso é absolutamente correto. No entanto, em alguns casos, o tratamento cirúrgico exige uma abordagem mais complexa e a participação de um cirurgião oncológico.
Mas quando esse especialista é realmente necessário? E o que significam termos como ampliação de margens e linfonodo sentinela?
A seguir, explicamos de forma clara quando o cirurgião oncológico entra no cuidado e qual é o papel de cada profissional. Vamos lá?
Nem toda cirurgia de câncer de pele exige cirurgião oncológico
Lesões pequenas, superficiais e bem delimitadas, especialmente carcinomas basocelulares iniciais, podem ser tratadas com segurança por dermatologistas ou cirurgiões plásticos com experiência em oncologia cutânea.
No entanto, há situações em que a cirurgia vai além da retirada simples da lesão e exige protocolos específicos, maior planejamento e avaliação do risco de disseminação da doença.
No melanoma, por exemplo, a cirurgia não se limita à retirada da lesão visível.
Após a biópsia diagnóstica, é necessário avaliar:
a espessura do tumor (índice de Breslow);
- presença de ulceração;
- necessidade de ampliação de margens;
- indicação de biópsia do linfonodo sentinela.
Essas decisões seguem critérios técnicos bem definidos e, na maioria das vezes, a cirurgia é realizada por um cirurgião oncológico, com experiência específica nesse tipo de tumor.
O que é a ampliação de margens?

A ampliação de margens é uma cirurgia complementar feita após o diagnóstico confirmado, com o objetivo de garantir que todas as células tumorais foram removidas.
Ela é indicada quando:
- a biópsia mostrou margens comprometidas ou muito estreitas;
- o tipo de câncer exige maior segurança cirúrgica (como o melanoma ou CEC agressivo);
- a localização anatômica aumenta o risco de recorrência.
Em lesões mais profundas ou em áreas complexas, essa etapa costuma ser conduzida por cirurgião oncológico.
O que é o linfonodo sentinela?
O linfonodo sentinela é o primeiro gânglio linfático para onde o câncer pode se espalhar.
No melanoma e em alguns carcinomas mais agressivos, a biópsia do linfonodo sentinela é indicada mesmo quando:
- não há linfonodos aumentados ao exame físico;
- os exames de imagem são normais.
Por que essa biópsia é importante?
Ela:
- identifica micrometástases precoces;
- ajuda a definir o estadiamento da doença;
- evita cirurgias maiores quando o linfonodo está livre;
- orienta a necessidade de tratamentos complementares, como imunoterapia.
Esse procedimento é delicado e deve ser feito por equipe especializada.
E nos carcinomas de pele?
Embora a maioria dos carcinomas basocelulares seja tratada com cirurgia simples, o cirurgião oncológico pode ser indicado em casos como:
- carcinomas espinocelulares agressivos;
- tumores grandes ou recorrentes;
- invasão de estruturas profundas;
- pacientes imunossuprimidos;
- lesões em áreas anatomicamente complexas.
Nessas situações, o risco de disseminação ou recidiva é maior, e a condução deve ser mais criteriosa.
Qual é o papel da oncologista clínica no processo cirúrgico?

Mesmo quando o tratamento é essencialmente cirúrgico, a oncologista clínica tem papel central:
- avalia o estadiamento da doença;
- solicita exames complementares quando necessários;
- indica testes moleculares em casos selecionados;
- participa da decisão sobre tratamentos adjuvantes;
- acompanha o seguimento a longo prazo.
A decisão é sempre compartilhada, levando em conta exames, evidências científicas e os objetivos do paciente.
Nem todo câncer de pele exige cirurgião oncológico, mas em casos como o melanoma, tumores agressivos ou situações complexas, esse especialista é fundamental para garantir segurança e melhor prognóstico.
Recebeu um diagnóstico de câncer de pele e tem dúvidas sobre a necessidade de cirurgia ou avaliação oncológica? Vamos conversar! Faça o agendamento da sua consulta agora mesmo.
