O câncer de cabeça e pescoço engloba diversos órgãos, todos localizados nas regiões cefálica e cervical. Por isso existem aqueles tipos de câncer mais recorrentes do que outros. Juntos, porém, eles alcançam o segundo lugar de maiores incidências da doença no Brasil, segundo dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer).
Dentre os cânceres, os mais comuns de câncer de cabeça e pescoço, são:
- Orofaringe: base da língua, palato mole, paredes da faringe, tonsilas, nasofaringe, seios paranasais, cavidade nasal, hipofaringe e glândulas salivares, por exemplo.
- Cavidade oral: atinge, em média, 15 mil pessoas no Brasil e pode se desenvolver nos lábios, bochechas, gengivas, língua ou céu da boca.
- Laringe: mais comum em homens de 40 anos ou mais e inclui a glote, supraglote e subglote.
- Câncer de pele: as manifestações que acometem a pele da face, pescoço ou couro cabeludo são classificadas dessa forma.
- Tumores oculares: geralmente surge em indivíduos com mais de 55 anos e de pele escura. Afeta desde a órbita ocular podendo atingir também a glândula lacrimal e melanoma de coróide, que é o câncer mais comum originário do olho.
- Tumores intracranianos: envolve o cérebro e outras estruturas como a meninge e pode causar edema cerebral, obstrução do fluxo arterial, sangramento no interior e fora do tumor, dentre outros problemas.
Os homens são os mais acometidos pelo câncer de cabeça e pescoço, que tem predominância em indivíduos com mais de 60 anos. No sexo masculino o mais comum é o de boca, enquanto que entre as mulheres é o de tireoide. Julho, aliás, é o mês de conscientização da doença (saiba mais abaixo).
Fatores de risco, sintomas e tratamento do câncer de cabeça e pescoço
O tabagismo é um dos fatores de risco mais significativos para o câncer de cabeça e pescoço – está relacionado a 75% dos casos e em 97% dos diagnósticos de câncer de laringe. Além dele, o consumo em excesso de bebidas alcoólicas (com associação do tabagismo as chances são maiores em 5 vezes), infecção pelo papilomavírus humano (HPV), não higiene bucal e uma alimentação não saudável são outras ameaças para o início da doença, que geralmente não apresenta sintomas em seu estágio inicial.
Assim, muitas vezes descobre-se o câncer quando já está avançado. Dentre os principais sinais da doença, estão:
- Emagrecimento sem motivo;
- Nódulos no pescoço, mandíbula ou boca;
- Manchas vermelhas (eritroplasia) ou esbranquiçadas (leucoplasia) na boca;
- Dificuldades ao mexer a boca (trismo);
- Dor de garganta persistente;
- Rouquidão;
- Problemas na fala;
- Dormência na língua ou na boca;
- Dificuldade para mastigar, engolir e/ou respirar;
- Inchaço ou ferida aparente no rosto que não cicatriza;
- Hemorragias nasais frequentes;
- Feridas persistentes na boca.
Importante: esses sintomas não caracterizam, de fato, o câncer de cabeça e pescoço. Por isso, é fundamental procurar um especialista em caso de suspeitas para a realização de exames – como ressonância magnética, ultrassonografia, PET-TC e tomografia computadorizada. A biópsia é sempre para a confirmação da doença.
Quando o diagnóstico é precoce, as chances de sucesso no tratamento podem chegar a 80% – em 60% dos casos o reconhecimento é descoberto de forma tardia. O tratamento vai depender da região atingida, da extensão da doença e da saúde do paciente, e pode ser feito por cirurgia (que é o mais eficaz), quimioterapia e imunoterapia, e radioterapia.
27 de julho
A Federação Internacional de Sociedades de Oncologia de Cabeça e Pescoço declarou 27 de julho como o dia mundial do câncer de cabeça e pescoço. Globalmente, ele é o sexto tipo de câncer mais comum – anualmente 700 mil pessoas são diagnosticadas com a doença –, mas que recebe menos de 2% de financiamento para estudos e pesquisas.
Atente-se aos fatores de risco e mantenha hábitos que ajudam a prevenir o câncer de cabeça e pescoço. Em caso de sintomas, mesmo que não seja câncer, procure por um especialista. Se necessitar, agende uma consulta agora mesmo!
