Dra. Juliana Ominelli

Como é feito o diagnóstico do câncer colorretal?

Como é feito o diagnóstico do câncer colorretal?

O diagnóstico do câncer colorretal costuma gerar ansiedade, dúvidas e insegurança. Por isso, entender como funciona cada etapa da investigação ajuda o paciente a se preparar melhor e a tomar decisões com mais tranquilidade.

Em muitos casos, o diagnóstico começa após sintomas como sangramento nas fezes, anemia ou alteração do hábito intestinal. Em outros, a doença é descoberta durante exames de rastreamento, como a colonoscopia de rotina.

Quer tirar as suas dúvidas sobre o tema? Continue a leitura que eu te explico!

Quando surge a suspeita de câncer colorretal?

A suspeita clínica pode surgir a partir de:

  • sintomas persistentes  (sangramento, dor abdominal, mudança intestinal);
  • anemia sem causa aparente;
  • exames laboratoriais alterados;
  • achados em exames de rastreio, mesmo em pessoas sem sintomas.

A partir dessa suspeita, inicia-se a investigação diagnóstica.

O que é a colonoscopia nesse cenário?

O que é a colonoscopia nesse cenário?

A colonoscopia é o exame padrão-ouro para diagnóstico do câncer colorretal. Durante o procedimento, o médico consegue:

  • visualizar diretamente a mucosa do intestino grosso;
  • identificar pólipos ou lesões suspeitas;
  • realizar biópsias no mesmo momento;
  • remover pólipos, prevenindo a progressão para câncer.

Apesar do preparo ser considerado desconfortável por alguns pacientes, ele é temporário e pode ser decisivo para salvar vidas.

Em pacientes idosos ou frágeis, o exame pode ser realizado com avaliação anestésica individualizada e estratégias adaptadas para maior segurança.

E a biópsia?

O diagnóstico definitivo do câncer colorretal só é feito por meio da biópsia. O material coletado na colonoscopia é analisado pelo patologista, que determina:

  • se há ou não células malignas;
  • o tipo histológico do tumor (sendo o adenocarcinoma o mais comum);
  • características que ajudam a definir o comportamento da doença.

Sem a biópsia, não é possível confirmar o câncer.

Exames moleculares: por que são importantes?

Exames moleculares: por que são importantes?

Hoje, o tratamento do câncer colorretal é cada vez mais personalizado. Por isso, após a confirmação do diagnóstico, costuma-se solicitar exames moleculares do tumor.
Os principais testes incluem:

  • KRAS e NRAS (RAS);
    BRAF;
  • instabilidade de microssatélites (MSI/dMMR);
  • HER2 e NTRK, em casos selecionados.

Essas informações ajudam a definir se o paciente pode se beneficiar de terapias-alvo ou imunoterapia, especialmente em doença avançada.

E como funcionam os exames de imagem?

Após a confirmação do câncer, é necessário realizar o estadiamento, ou seja, avaliar se a doença está localizada ou se houve disseminação.

Os exames mais utilizados são:

  • tomografia de tórax, abdome e pelve;
  • ressonância magnética da pelve (especialmente no câncer de reto);
  • PET-CT, em situações específicas.

Esses exames orientam a escolha do tratamento e a estratégia mais adequada para cada caso.

Qual é o papel do oncologista no diagnóstico?

Câncer de pele - Qual é o papel do oncologista no diagnóstico?

O oncologista clínico atua desde o início, ajudando a:

  • interpretar exames e laudos;
  • definir quais testes adicionais são necessários;
  • integrar informações clínicas, patológicas e de imagem;
  • planejar o tratamento junto à equipe multidisciplinar.

Em pacientes frágeis ou com limitações clínicas, o planejamento diagnóstico pode ser adaptado com segurança e critério.

O diagnóstico do câncer colorretal envolve etapas bem definidas:colonoscopia, biópsia, exames moleculares e exames de imagem. Cada uma delas é fundamental para confirmar a doença e orientar o tratamento mais eficaz. Quanto mais cedo o diagnóstico é feito, maiores são as chances de cura e de tratamentos menos agressivos.

Recebeu um laudo suspeito ou precisa investigar sintomas intestinais? Agende uma avaliação para esclarecer seu diagnóstico. Pode contar comigo!